Pedro Passos Coelho esteve em jantar de apoio em Paredes

Pedro Passos Coelho avançou, no Pavilhão Rota dos Móveis, que não pretende eleger para o PSD um “líder para a bancada, alguém que faça apenas campanha eleitoral, um ilustre do baú da história, nem um presidente sisudo”. O objectivo das eleições da próxima sexta-feira é de mostrar “ao país que estamos preparados para governar”. Passos Coelho não defende eleições antecipadas para a escolha de um novo Primeiro-ministro, mas garante que “se alguém pensar mudar o Governo vai ter de ser o país a escolher o novo governo para Portugal. E se assim for, o PSD não será apanhado de surpresa”.

O candidato - que sabe “o que foi andar com uma balde de cola na mão, com uma trincha na mão, a gelar os dedos, a colar os nossos cartazes e a fazer campanha pelo PSD, há mais de 30 anos” – questiona-se “como é possível termos de mostrar agora que Portugal merece credibilidade e um futuro melhor, depois de tanto que demos ao país”.

Passos Coelho criticou vários aspectos da governação de José Sócrates, nomeadamente a nível das finanças. “Porque é que depois de tantos anos, de tantos governos e de tantos fundos comunitários, nós temos ainda mais pobres em Portugal? Como é possível, depois de tantos anos de democracia, o PS dizer que vai cortar nas devoluções aos contribuintes?”, perguntou, acusando os socialistas de distribuir mal o dinheiro.

Pedro Passos Coelho condena ainda o governo de José Sócrates pelos subsídios que dá os subsídios de desemprego e de reinserção. O candidato transmontano lamenta também que o PS tenha protegido muitas empresas privadas com o dinheiro dos contribuintes. Por tudo isto, Passos Coelho garante que “connosco a justiça social estará nas nossas acções enquanto governo”, defendendo ainda a ideia do tributo social, que mais não é do que quem recebe ajuda do Estado ter de retribuir em horas de trabalho à comunidade.

E como “queremos um país mais justo e mais coeso, temos de apostar nos que têm mais capacidade de criar riqueza, como os pequenos empresários e os pequenos comerciantes. É neles que temos de apostar, pois são eles que podem gerar emprego”.

A 15 dias das eleições no PSD, Passos Coelho mostrou-se “capaz de libertar o nosso país para uma social-democracia”.

Dos apoiantes que marcaram presença no jantar, cerca de mil eram de Paredes. Os restantes 1500 vieram das várias concelhias do norte do país, nomeadamente de Penafiel, Paços de Ferreira, Maia, Valongo, Vila Nova de Gaia ou Gondomar

Política
12-03-2010
Anabela Machado
O ano lectivo está prestes a começar. Concorda com o encerramento de 14 escolas em Paredes?




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