
Em apenas quatro meses o novo executivo da Junta de Freguesia de Rebordosa fez um levantamento de todas as ruas e ruelas esquecidas e em mau estado na cidade. Descobertos os pontos a necessitar de melhoramentos, as obras já arrancaram em 10 das mais de 30 ruas, e vão demorar quatro anos a ficar concluídas.
O projecto Rebordosa 21 foi apresentado aos rebordosenses no passado dia 8 de Março, Dia da Mulher, no auditório de A Celer, que ficou completamente lotado. Para fazer face às despesas desta obra, e porque a Câmara de Paredes ainda não deu qualquer apoio, a Junta decidiu pedir ajuda aos rebordosenses e aos empresários da terra. Com algumas ofertas anónimas e com os donativos de 12 empresários, as verbas já começaram a surgir. Os empresários, parceiros neste projecto, vão dar 10 mil euros cada um, com a excepção de um, Domingos Barros, da Fibromade, que dará 100 mil euros (80 mil para o projecto Rebordosa 21; 10 mil para ajudar a pagar o autocarro; 10 mil para a reconstrução da Capela de Sta. Luzia). As restantes empresas benfeitoras são: ALeal, ARC, Cácio, Carlos Alfredo, Gonçalves Esteves, J. Martins Dias, Maximino Barbosa, Moura Ventilações, Irmãos Vieira de Andrade, Zagas e Hotel Zé do Telhado.
A Junta de Freguesia, e se a Câmara em nada contribuir para a execução deste projecto, compromete-se a assumir uma verba que poderá ir dos 80 aos 100 mil euros para dotar Rebordosa com uma boa rede de estradas e ruas de acesso. Mas, e apesar deste grande esforço financeiro, os outros sectores da sociedade não ficarão esquecidos. Pelo contrário, o presidente da Junta, Elias Barros, promete novidades para breve noutras áreas que não a das obras.
Refira-se que as obras previstas no melhoramento das estradas e caminhos da cidade prevêem a demolição de duas casas antigas e de um palheiro, assim como o alargamento e a pavimentação de muitas ruas, de forma a permitir uma melhor circulação automóvel em locais que, agora, são praticamente inacessíveis. No entanto, diz o presidente da Junta, “há três ruas cujo investimento é muito elevado e só com a ajuda da Câmara será possível efectuarmos as obras”.
Elias Barros congratulou-se pela união dos rebordosense, demonstrada pelas centenas de pessoas que estavam no auditório, e lembrou que este é “um projecto abrangente, corajoso, dinâmico e arrojado. É um projecto que não está fechado, uma vez que existem ainda mais dois ou três casos em estudo”. Em estudo está também um outro projecto relativo à construção de duas vias estruturantes, que será apresentado à autarquia paredense lá mais para o final do ano.
O presidente da Junta aproveitou para agradecer a ajuda dos empresários e de todos os proprietários de terrenos que cederam terra para as obras de melhoramento das estradas, não havendo, por isso, necessidade de se avançar para expropriações. Elias Barros agradeceu ainda a colaboração e o bom entendimento que tem havido entre a Junta, a Veolia e A Celer.
O governante garantiu que este é um “projecto para realizar e não para ficar na gaveta”. E é um projecto que já tem 75 por cento do orçamento garantido.
O representante dos móveis Zagas, Albano Silva, justificou o apoio dado a este projecto pelo facto de se tratar de “uma obra de uma envergadura arrojada. O presidente da Junta é um homem com vontade de fazer obra e de concretizá-la. Estaremos sempre a seu lado”.
Para Domingos Barros, da Fibromade, é “com muita alegria que vejo este projecto nascer. Um projecto que vai levar o desenvolvimento até aos lugares mais esquecidos da freguesia”.
Quem também marcou presença nesta cerimónia de apresentação do projecto foi Granja da Fonseca, presidente da Assembleia Municipal de Paredes, que confessou nunca ter visto o auditório de A Celer com tanta gente, o que significa que “as pessoas estão com os projectos e com as equipas que os desenvolvem”. E porque “ainda é preciso trabalhar muito por Rebordosa”, o ex-presidente da Câmara espera que a autarquia de Paredes “continue a apoiar Rebordosa, pois não há razão nenhuma para não haver colaboração entre a Junta e a autarquia”.